Sergio Parra nasceu em 1963, na cidade de San Rosendo, no Chile. Vive há vários anos em Santiago, onde dirige a editora Metales Pesados. Publicou os livros La manoseada (1987), Poemas de Paco Bazán (1993) e Mandar al diablo al infierno (1998). Foi editor de Bajo el volcán, da importante revista Piel de leopardo e edita ainda, com Milton Aguilar, a revista Matadero.
--- Ricardo Domeneck
§
POEMAS DE SERGIO PARRA
AQUI ME TORNO MAIS USADA
para varrer seu quarto
espantar as moscas de sua cara
para que logo me ofenda
me estapeie até arrancar-me
sangue das narinas
para fazer sua janta
compartilhar o litro de vinho
para que logo me diga
amorzinho lindo
coisa fofa
arrancando-me a lágrima
deste vôo
e voltar à rua
cantarolando uma música do
Roberto Carlos
(tradução de Ricardo Domeneck)
:
AQUÍ ME VUELVO MÁS MANOSEADA
para barrerte la pieza
espantarte las moscas de la cara
para que luego me insultes
me patees hasta sacarme
sangre de narices
para darte la comida
compartir el litro de vino
para que luego me digas
amorcito lindo
cosita rica
sacándome la lágrima
de este vuelo
y volver a la calle
silbando una canción de
Julio Iglesias
§
História
Corria
Corria
Enquanto metade da cidade nas ruas
rodeando a matriz me gritava
A nova Meireles
A nova Meireles
O prefeito me entregava diplomas
um pacote de livros
uma velhinha beijou-me as bochechas
METADE DA CIDADE NAS RUAS
até que
o filho de João o farmacêutico
me levou
ao morro das três marias
para
fazermos amor
DESDE ENTAO METADE DA CIDADE
ME BERROU A USADA DO MORRO
A POETISA DE QUATRO
A CUTUCADA
(tradução de Ricardo Domeneck)
:
Historia
Corría
Corría
Mientras medio pueblo en la calle
Rodeando la plaza me gritaba
La nueva Mistral
La nueva Mistral
El al calde me entregaba diplomas
Un paquete de libros
Una viejita me besó las mejillas
MEDIO PUEBLO EN LA CALLE
hasta que
el hijo de Juan el farmacéutico
me llevó
al cerro de las tres cruces
para
hacerme el amor
DESDE ENTONCES MEDIO PUEBLO
ME GRITÓ LA MANOSEADA DEL CERRO
LA POETISA EN CUATRO PATAS
LA REVOLCADA
§
SOBRE UMA CAMA
EM UM HOTEL SIMPLÓRIO
abro minhas pernas
MAS VOCÊ NÃO VERÁ O ROSTO DE DEUS
NEM O SANGUE QUE PODE ALINHAVAR TEU
SOFRIMENTO
abro minhas pernas
E eu a usada fecho meus olhos
para que você ejacule no vazio
(tradução de Ricardo Domeneck)
:
SOBRE UNA CAMA
EN UN HOTEL SENCILLO
Abro mis piernas
PERO NO VERÁS LA CARA DE DIOS
NI LA SANGRE QUE PUEDE HILVANAR TU
SUFRIMIENTO
abro mis piernas
Y yo la manoseada cierro mis ojos
para que eyacules en el vacío
.
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